2 de out de 2016
Por Nathália Bastos

Apenas Um Dia/ Gayle Forman

Título: Apenas um dia
Autora: Gayle Forman
Editora:  Novo Conceito

Ano:
2014
Páginas:
378 
Nota: 5/5 
Sinopse:A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida. 
Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos. 
  
Para mim é complicado falar de um livro que amei. Deveria ser mais fácil, mas não é. Porque? Pelo simples motivo de não poder contar todos os detalhes do que me fez amar tanto o livro. Mas espero consegui da melhor forma! 


Mas, e se Shakespeare, e Hamlet, estivessem fazendo a pergunta errada? E se a verdadeira pergunta não se referir a ser, mas a como ser? 

Uma história de amor que tem Shakespeare nela ou é um completo sucesso ou retumbante fracasso. Depois das histórias dele nada de novo se foi escrito, sem ter bebido da fonte de suas obras.  

Mas o tom da história não é reescrever Shakespeare, é ter o amor pela obra encenada e estudada dele como pano de fundo para a trama que envolve perdas, descobertas e a certeza que o acaso pode ser um aliado do amor. 

— Este sou eu, querida. Todos os meus eus. Sou cada um deles. Sei quem estou fingindo ser e quem eu sou. — O olhar que me lança é seco.  

— Você sabe? 
Uma viagem em comemoração ao fim do ensino médio; uma turnê estudantil pelo velho mundo. E uma adolescente que vive sempre pelas regras e dentro das expectativas dos pais. No início achei a trama meio arrastada e com medo de ficar dentro de uma chatice, mas não durou (ainda bem) foi só mesmo aquele início, aquele primeiro capitulo, para explicar os conflitos com que a personagem principal tem que lidar. E como aceitar aquele convite é um passo tão grande dentro da vida dela. 

Eu me vi relembrando um pouco de mim com 18 anos, as escolhas que fiz e onde elas me trouxeram e logo me vi dentro da história junto a “Lulu/Allyson”. 

— Verdes árvores contra o céu chuvoso da primavera, que deixa escuro o caminho das árvores enquanto se afasta. A brisa passa, salpicando a terra de flores vermelhas, e a terra se colore de vermelho depois do beijo. 

O quanto é preciso viver para saber quando o amor é verdadeiro? Basta o primeiro olhar, o primeiro beijo ou é feito de horas e dias que confirmam o amor. O livro fala de que o amor é uma questão de ser vivido, e mesmo que a certeza venha com o tempo é o primeiro momento que fará de todo o resto possível. 

— Você esqueceu? O tempo não existe mais. Você o deu para mim. — Eu dei o tempo a você — repito. 

24 horas vividas de uma maneira intensa e com decisões que são entre o que você sempre foi e todo um novo mundo, uma nova forma de viver. Podem repercutir na vida de alguém para sempre. Eu pensei muito sobre o efeito borboleta nesse ponto do livro, porém ao invés de ser um reflexo no Japão ser dentro de nós mesmos. 

Estar com “Lulu/Allyson” naquele passeio por uma Paris nada clichê (preciso avisar) é passar por momentos doces daquela descoberta, tanto da Allyson enquanto ela mesma, de pequenas e grandes coisas sobre tudo quanto do Willem.  

O Willen é um doce mistério, que é uma daquelas pessoas que trazem luz as pessoas a sua volta. Que além de lindo sem ser obvio. Também é cheio de mistérios e encantador. As promessas dele se resumem ao momento e isso pode deixar o coração de qualquer mulher a um passo do precipício das emoções. 

Ele dá a Allyson o melhor dos dias. Mas mesmo o melhor dos dias já vivido tem seu fim. E nem sempre o dia seguinte é continuação do anterior. Lidar com as consequências do dia seguinte, dão um tom de suspense e expectativa que te prende até o final do livro. 

— Diga “um dia” e se esqueça do “para sempre” 

Eu amei essa história, por todas as nuances dela. Pelos personagens secundários que ajudam a personagem a perceber o quanto pode ser difícil conhecer alguém e como esse conhecer requer interesse, dedicação. Como uma amizade é fruto de um coração generoso. Como os pais podem marcar a história dos filhos enquanto tentam viver suas vidas através da de outras pessoas. 

Que o amor pode ser fruto do acaso, mas a duração desse amor vai depender das escolhas, das entregas e do querer. Sim, querer lutar para as pequenas e grandes coisas que a vida coloca em nosso caminho não façam um abismo entre o amor e a vida real.  

E a história fica leve quando te faz pensar em algumas coisas bobas, mas mesmo assim... Afinal 


Você acredita em acasos do universo? Nutella é chocolate? 

Apaixonar-se é a mesma coisa que estar apaixonado? 


Post feito por Elisabete Finco.



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Comentários via Facebook

8 comentários:

  1. Falar de amor não é fácil,mas é muito booooom!
    Não li o livro, pois achava que não iria gostar tanto assim da história. A sinopse não me empolgou tanto.
    Mas fico imaginando,como deve ser bom de vez em quando, sair do habitual e se jogar em um caminho diferente como a Allyson fez.

    Com certeza ela vai aprender muito nessa viagem!

    Obrigada pela dica! ;)

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  2. Li esse livro a um tempo atrás e gostei muito. Peguei para ler e não conseguia largar.
    Fiquei meio que apaixonada pelo Willem. Ele é um fofo!
    Só não gostei do final.Estava esperando muito mais...

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  3. Que história linda, cheia de aventuras e muito amor.
    Amei a premissa e quero ler.
    Art of life and books

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  4. Oie!!
    Como eu estava esperando uma resenha desse livro!!!
    Já li Se eu ficar e Para onde ela foi, não imagina a ansiedade q estou pra conferir!
    Bjs

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  5. Oi.
    eu amei a premissa desse livro, estou muito ansiosa para conferir, eu adoro livros que retratam um pouco desses sentimentos apesar de ser um pouco clichê eu estou ansiosa de mais para ler, quero mutio saber quais decisões nossos mocinhos irão tomar.
    Boa Noite.

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  6. Oi! Esse é o tipo de livro pra mim que é Nemli nemlerey, infelizmente. Não consigo me prender nesse tipo de leitura, o que me deixa extremamente triste, principalmente quando vejo alguém fazer um comentário tão positivo assim. Enfim,fica de dica pra presente, pelo menos ahahahab

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Olá...
    Falar de amor é realmente difícil... Mas, uma história de amor que tem Shakespeare nela só pode ser um sucesso... Adorei a resenha... E se ela nos faz 'pensar em coisas bobas', é porque é leve e traz situações que provavelmente podemos passar em nosso dia a dia...
    Beijinhos...

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