4 de mai de 2016
Por Nathália Bastos

Selva de Gafanhoto/ Andrew Smith

Olá amores, aqui é a Duda e vim trazer a resenha de um livro que eu terminei de ler na semana passada, então tá tudo bem fresquinho ainda, vou poder falar bastante sobre ele. Espero que gostem...

Título: Selva de Gafanhotos
Autor: Andrew Smith
Editora: Intrínseca
Páginas: 350
Avaliação: 3/5
Sinopse: Li em algum lugar que os seres humanos tem predisposição genética para registrar a História.
Acreditamos que isso possa evitar que façamos idiotices no futuro...
Então esta é a minha história. Ela tem alguns elementos: bebês de duas cabeças, inseto do tamanho de uma geladeira, Deus, o diabo, guerreiros sem braços e pernas, foguetes, sexo, sinais de mergulho, roubo, guerra, monstros, motores de combustão interna, amor, cigarros, alegria, abrigos antibombas, pizza e crueldade. Assim como a História sempre foi.

O livro é narrado por Austin, um garoto adolescente que mora numa pequena cidade em Iowa, seu melhor amigo é um garoto gay chamado Robby, por quem Austin acha sentir alguma coisa, porém Austin namora com Shann.

No começo eu achei que o livro se trataria apenas disso, da vida dos adolescentes e como Austin iria passar por cima da dúvida que tinha em relação aos seus sentimentos. Porém, no clímax do livro a história muda completamente, por acidente, um fungo misterioso saiu do lugar onde estava guardado e entrou em contato com sangue, dando inicio assim a uma espécie de um “vírus” que transforma as pessoas que tiveram contato com o mesmo em um enorme gafanhoto aterrorizante, e o único que pode detê-los é Robby, com ajuda de Austin, é claro.

“Eu peguei o celular na mesinha de centro, onde ele havia ficado o dia inteiro. Vi que havia uma ligação perdida de Eric, meu irmão. Eric deixou uma mensagem. Sentei no sofá e ouvi a voz do meu irmão. Robby ficou parado na porta me observando. Ele sabia o que estava acontecendo. Nós erámos soldados usando nossos uniformes da Selva de Gafanhotos.”Capítulo DavyCrockett E Daniel Boone Nunca Usaram Chapéus De Pele De Guaxinim, pág230.

O livro é muito bom, uma história bem diferente de tudo que estamos acostumados a ver, o tipo de escrita do autor lembra muito John Green, ele também escreve tentando atingir o público jovem. Não é atoa que o livro é cheio de gírias, palavrões e coisas obscenas. Dou nota 3 para esse livro pelo motivo de não ter me agradado cem por cento. Esperava algo diferente do que acontecera e torcia para que Robby e Austin ficassem juntos (opa, spoilerhaha). Também achei o livro muito repetitivo, o autor repetia várias vezes o mesmo assunto, abordando-o em capítulos diferentes, como se quisesse retomar o que fora falado antes, mas mesmo que lembremos temos que ler novamente a mesma coisa. E, ele usa muito o nome completo dos personagens, toda vez que Austin vai contar algo sobre alguém, ele usa o nome completo da pessoa... E o nome completo pode aparecer várias vezes durante o mesmo parágrafo.
O final não era o que eu esperava, estava esperando algo muito mais clichê, porém não foi o que aconteceu (mais um ponto para se igualar ao John Green). Mesmo não esperando pelo final que teve, eu adorei, achei que ficou muito mais bacana e com aquele gostinho de queremos um segundo livro.

Recomendo muito a leitura de Selva de Gafanhotos, tenho certeza que ele o deixará com tesão (piadinha interna do livro haha).

Não se esqueça de deixar seu comentário. Nos vemos em breve.

Beijinhos <3 

Post feito pela Duda Conti.


Post válido para Top Comentarista de Maio

Comentários via Facebook

10 comentários:

  1. Olha eu confesso que já muita gente falando bem desse livro então fiquei meio que e agora, porque você não gostou, mas acho que tudo é uma questão de gosto e como você leu esperando mais desse talvez seja isso que tenha dificultado a sua adaptação no enredo. Pretendo ler o livro pra tirar as minha próprias conclusões e depois venho aqui, se eu me lembrar porque a minha memoria não é la essas coisas, contar o que achei. Gostei da sinceridade da resenha.

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    1. A história do livro em si é muito bacana, daria um ótimo filme. Só não me agradou a forma como é escrita, muito repetitiva haha. E concordo com você, gosto são diferentes e leia sim o livro, depois me conta viu" hahah <3

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  2. Bom, confesso que nunca ouvir falar desse livro. Mas gostei bastante de sua resenha, tirando o spoiler. Confesso também que fiquei mais interessado quando você o igualo a John Green.

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  3. Gente, como assim gafanhoto aterrorizante? kkkkkkk Eu já tinha visto esse livro antes e como nunca cheguei a pesquisar sobre ele, pensei que o título fosse só uma metáfora, e pelo visto me enganei kkkk
    Eu gostei muito da premissa do livro, porém não despertou a minha curiosidade, o que pra mim é essencial, principalmente pelo fato da leitura ser cansativa, já que se repete muito os termos.
    E que bom que apesar de algumas terem te incomodado, você conseguiu aproveitar a leitura.
    Enfim, esse livro eu vou deixar passar... Beijo!

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    1. Cris, eu também estranhei viu. Pensava o mesmo que você, que era apenas alguma metáfora ou forma de expressão haha <3

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  4. Oi, Duda! Tudo bem?
    Apesar de você ter gostado imensamente da leitura deste livro, que considerei bem interessante e intrigante por um vírus transformar um humano em um enorme gafanhoto -Uau!-, acredito que esses pequenos detalhes negativos encontrados na obra não me agrade. Gosto de narrativas diretas e com um típico final feliz. Por outro lado, adorei sua resenha, principalmente por sua coragem em soltar um grande spoiler, hahá!
    Bjs!

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    1. Sim, esses pequenos detalhes por mais pequenos que sejam incomodam bastante na hora da leitura. Eu só percebi o tamanho do spoiler depois que o estrago já estava feito hahahah <3

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  5. Oi Duda.
    Não me interessei pela história de Selva de Gafanhotos. Confesso que a parte do vírus que transforma as pessoas em um gafanhoto gigante é bem diferente. Além disso, não gosto quando o livro possui muitos palavrões e repetir o que já foi dito ou falar o nome completo da pessoa várias vezes é bastante irritante.

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  6. Inicialmente o livro me pareceu até interessante, mas depois pareceu que o cara leu kafka demais e resolveu criar gafanhotos, em vez de uma barata...E vc ainda vem e me diz que ele tem uma escrita meio bagunçada e repetitiva...Não sei, não leria, eu acho

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