19 de jan de 2019
Por Elis Finco

A Víuva / Nahra Mestre

Título: A Viúva (Série Damas Perfeitas # 3)
Autora: Nahra Mestre
Gênero: Romance / Romance de Época
Editora: Portal
Páginas: 176
Avaliação: 5/5 ♥

Sinopse: Após atirar à queima-roupa no próprio marido, Viollet se vê livre de um casamento abusivo, em que sofreu todos os tipos de agressões físicas e psicológicas. Apesar de sentir-se aliviada, ela não consegue se libertar da culpa.
O que Viollet não esperava era que John, seu amor de infância, usasse todas as armas para tê-la novamente em sua vida. Em uma busca desesperada para reencontrar a mulher que fora um dia, e disposta a se manter de luto pelo tempo estipulado pela sociedade vitoriana, ela precisa lutar contra si mesma para não sucumbir às investidas de John. Entretanto tem certeza de que, mesmo que seu coração implore para se entregar, seu corpo não suportará ser tocado novamente.
Romance de época que retrata o conflito de uma dama enlutada, a luta entre a leveza e a pesar, entre a liberdade e a culpa. A escolha de ser feliz ou viver na amargura . 

Para adquirir: A Viúva: Série Damas Perfeitas - Livro 3 
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Livro físico: http://ow.ly/yDK130nniuG

A Viúva é o terceiro livro da série, publicado no último trimestre de 2018 e por ser o terceiro livro de uma série, não tem eu comentar essa leitura sem mencionar os livros anteriores. Mas prometo não dar spoiler nenhum dessa história. Vamos lá!

“Damas Perfeitas. Cada uma com suas particularidades, perfeitas em sua própria imperfeição.”

Terminamos A Cortesã (clique para ler a resenha), com o coração na mão e aquela imensa vontade de saber o que aconteceu após todos os acontecimentos que levaram a Viollet, atirar à queima-roupa no próprio marido. E como vale a pena começar a ler a viúva com o coração ainda acelerado já no começo vemos Viollet lidando com as consequências de seu ato, afinal ela se vê livre de um casamento abusivo, em que sofreu todos os tipos de agressões físicas e psicológicas. Apesar de sentir-se aliviada, ela não consegue se libertar da culpa.


Acompanhamos assim o seu processo de luto, culpa por seu ato, por estar livre e por mais lógico que pareça por estar viva. E com grande delicadeza vamos vendo o quanto os amigos, família e pequenos grandes gestos de amor e carinho são importantes para a pessoa em luto conseguir passar pelas fases do luto. Além disso, seu antigo amor de infância ressurge disposto a conquistá-la e tê-la novamente, trazer luz e cores de volta a sua vida.

"Nos olhos de Let, mesmo que muitas vezes parecessem vazios, havia um brilho, uma luz que nada poderia apagar."

Temos um John, conquistando além de pouco a Viollet, o leitor porque ele mostra o que realmente é como pessoa, que parecia tão distante e apagado nas outras histórias. Que ele era subestimado não apenas pelos leitores, mas por sua própria irmã e família. Que o álcool e o distanciamento foram as formas que ele encontrou para lidar com a perda de seu amor, porque ao ver Viollet casada com outro que ele sabia ser um monstro em forma de ser humano, entrou no processo de luto de sua própria vida que jugou ter acabado naquele momento. Então acompanhamos sua luta contra o alcoolismo, contra o fato de ter enterrado sua vida ainda vivo e agora, com a chance de ajudar seu amor, voltar a viver junto com ela e para ela.

“— Ela é minha cura! — afirmou o visconde com determinação. — E eu sou a cura dela.”

E nesse momento, mais que o desenrolar do romance entre um casal principal envolvente, somos envolvidos como leitores numa trama além do amor pela atração e desejo, a lição valiosa que o amor próprio é o que ti cura e te faz inteiro para ser metade de outro.  Viollet não se acha merecedora de tal amor, crê que nunca mais poderá ser feliz e que está destinada a se enterrar na amargura que a consome juntamente a culpa. E John, terá a dura missão de mostrar a ela que aceitação e respeito são definitivamente o ponto chave para qualquer um deixar o passado e começar a escrever um novo futuro.



Sarah, A Marquesa  (clique para ler a resenha) de Bristol, tem papel presente e fundamental nessa história. Além de um gostinho da vida dela após o primeiro livro, vemos como ela cresce durante essa história e consegue ver coisas que antes eram completamente indiferentes a ela. E o surgimento de uma nova personagem que traz um alivio cômico bem-vindo a série, nessa história com um tema tão forte.

“Então lhe rogo, por tudo que é mais sagrado, tenha paciência. Viollet precisa do seu amor, mas ela ainda não está pronta para recebê-lo.”

Assim, terminei a leitura de A viúva com a certeza de ser um romance de época, envolvente, com um texto sedutor e emocionante, com doses refinadas do humor e sarcasmo inglês para conquistar qualquer leitor. E que para mim, até o momento foi o melhor livro da série. Com a certeza, que muitas surpresas e emoções nos aguardam no próximo livro, A Estrangeira. Afinal, Isadora já deixou um gostinho do que nos aguarda.

A Editora Portal conseguiu fazer mais uma belíssima capa para este livro, totalmente perfeita para a essência da personagem e da história e da Série. A diagramação e revisão, mais uma vez ficaram ótimas, o charme da diagramação merece novo destaque e sem dúvida essa é uma série perfeita. 
Boa leitura, Elis

Comentários via Facebook

1 comentários:

  1. Olá Eli!!!
    Bem, eu já tenho que dizer que quando li acerca de "A Cortesã" já tinha colocado a mesma na lista de leitura por me lembrar de um filme que já assisti a muito tempo. Imagino o quão difícil deve ser pra personagem superar tudo o que viveu e passar ainda pela fase de luto que a sociedade impõe, além de se sentir culpada.
    Já estou ansiosa pelo o próximo livro porque a personagem é minha xará rsrsrsrs

    lereliterario.blogspot.com

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